Um cidadão ucraniano de 36 anos foi condenado a prisão nos Estados Unidos (EUA) por seu papel em ataques de ransomware (programa de sequestro de dados) Nefilim.
O homem, Artem Aleksandrovych Stryzhak, morava em Barcelona e foi preso na Espanha em junho de 2024. Ele foi extraditado para os EUA em abril de 2025 e se declarou culpado em dezembro de 2025.
De acordo com documentos judiciais, Stryzhak passou a integrar a operação de ransomware Nefilim como afiliado em junho de 2021 e usou o programa malicioso em ataques contra organizações nos EUA e em outros países.
Stryzhak combinou com o administrador do Nefilim, Volodymyr Tymoshchuk, que pagaria aos administradores do grupo 20% do valor do resgate extorquido das vítimas.
O réu atuou como afiliado do Nefilim entre junho e outubro de 2021. Uma de suas vítimas foi uma empresa não identificada do setor de transporte de petróleo e gás.
Os documentos apresentados à Justiça também mostram que Stryzhak esteve entre os primeiros afiliados a ingressar no grupo de ransomware Hive, que atingiu mais de 1.500 vítimas em todo o mundo entre junho de 2021 e janeiro de 2023.
Vítimas incluíram consultório odontológico e escritórios de advocacia
Segundo os documentos, Stryzhak usou o ransomware Hive contra sete organizações vítimas, entre elas um consultório odontológico, um prestador de serviços de saúde e escritórios de advocacia. Algumas vítimas pagaram o resgate, e os criminosos forneceram uma chave de descriptografia para recuperar os arquivos criptografados.
Stryzhak foi condenado a 70 meses de prisão por conspiração para cometer fraude informática.
“Artem Stryzhak é um cibercriminoso prolífico que trabalhou com vários grupos de ransomware para atingir empresas e hospitais dos EUA. Esses grupos interromperam o atendimento a pacientes e causaram mais de US$ 100 milhões em prejuízos”, disse Brett Leatherman, diretor de operações do Departamento Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês).
O Departamento de Estado dos EUA oferece até US$ 10 milhões por informações que levem à prisão ou condenação de Tymoshchuk, que continua foragido, e até US$ 1 milhão por informações sobre outros líderes dos grupos de ransomware que ele comandava.