Diversas organizações se uniram para criar a Blue Initiative, um banco de dados público de vulnerabilidades que cataloga falhas de tecnologia da informação (TI) e de tecnologia operacional (OT) que afetam a indústria marítima.
A Blue Initiative é fruto do trabalho da empresa de cibersegurança Cydome, da sociedade classificadora japonesa ClassNK, da gigante de testes e certificação Bureau Veritas, do Centro de Compartilhamento e Análise de Informações do Sistema de Transporte Marítimo (MTS-ISAC) e da unidade de cibersegurança e soluções digitais marítimas da Rakuten Symphony, a Rakuten Maritime.
O novo projeto tem como objetivo ajudar organizações do setor marítimo a identificar e priorizar as vulnerabilidades que podem ameaçar seus sistemas.
“Identificar quais vulnerabilidades realmente importam para os sistemas que as empresas marítimas operam é um grande desafio”, afirmou o CEO (diretor-executivo) da Cydome, Nir Ayalon, “e nossa visão com a Blue Initiative é ter uma fonte única de verdade, pública e aberta, sobre vulnerabilidades relacionadas ao setor marítimo.”
“Isso dará às equipes de TI e de cibersegurança, aos fornecedores e aos centros de pesquisa uma visão muito mais focada dos riscos relevantes para suas embarcações específicas, tornando a gestão de vulnerabilidades e de riscos muito mais eficaz e rápida do que antes”, acrescentou Ayalon.
O site da Blue Initiative é de acesso gratuito, e contribuições da comunidade são bem-vindas. As vulnerabilidades listadas no índice são revisadas por pesquisadores da Cydome e por parceiros colaboradores.
Os usuários podem navegar pelas vulnerabilidades, pesquisar falhas específicas e filtrar os resultados. Também podem receber atualizações e alertas sobre novas brechas de segurança incluídas no índice.
No momento da redação deste texto, o banco de dados contém quase 30 mil registros, incluindo mais de 2 mil classificados como críticos com base em sua pontuação CVSS (Sistema de Pontuação de Vulnerabilidades Comuns). Mais de 580 vulnerabilidades são conhecidas por serem exploradas em ataques.
Do total, 37 vulnerabilidades, incluindo muitas descobertas neste ano, afetam produtos desenvolvidos especificamente para navios e portos.
A maioria dos registros é extraída automaticamente dos alertas da CISA (Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos EUA) sobre sistemas de controle industrial (ICS) e do catálogo KEV (vulnerabilidades exploradas conhecidas), sendo mapeada para sistemas marítimos. Um número menor de registros inclui notas escritas por analistas.