Segurança digital

FGC sofre invasão que expõe nomes, CPFs e outros dados pessoais de clientes

Nesta quinta-feira, dia 5, o Fundo Garantidor de Créditos informou um acesso não autorizado a dados de clientes, como nome, CPF, e-mail e data de nascimento. Segundo a entidade, todos os afetados foram notificados e não há evidências de uso indevido.


Redação g1 Quinta - 05 de Novembro de 2026 às 16:52
G1 Tecnologia
Reprodução/LinkedIn
1 de 2 Fundo Garantidor de Créditos (FGC)

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) comunicou nesta quinta-feira (5) que foi alvo de um acesso não autorizado a informações pessoais de clientes. Entre os dados expostos estão nome, CPF (Cadastro de Pessoas Físicas), e-mail e data de nascimento.

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1 de 2 Fundo Garantidor de Créditos (FGC)

O FGC não divulgou quantas pessoas foram atingidas, mas afirmou que todas já foram notificadas. O g1 segue tentando contato com a entidade para obter esse número.

O FGC é uma associação privada e sem fins lucrativos que atua como uma espécie de seguro para proteger o dinheiro de depositantes e investidores quando um banco passa por dificuldades, como ocorreu com o Banco Master.

Medidas adotadas

Ainda de acordo com a instituição, a possível invasão chegou ao conhecimento do FGC em 26 de outubro. Desde a detecção, o fundo limitou o acesso aos sistemas envolvidos, bloqueou contas usadas de forma irregular e guardou registros que servirão à investigação. Também começou a rever as autorizações de acesso e os mecanismos de segurança.

Até o momento, segundo o FGC, nada indica que as informações tenham sido vazadas ou empregadas de maneira irregular. A instituição também levou o episódio à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Conforme o FGC, foram afetados os seguintes dados e informações:

  • nome;
  • CPF;
  • e-mail;
  • data de nascimento;
  • informações sobre os tributos retidos no pagamento;
  • dados sobre o canal de distribuição por meio do qual o investimento garantido foi feito na instituição liquidada.

O fundo recomenda que os clientes atingidos fiquem especialmente atentos a telefonemas, mensagens e e-mails de pessoas que digam representar a entidade. Segundo a instituição, esses dados podem deixar fraudes mais críveis.

Na nota divulgada, a entidade afirma: "Após a identificação do incidente, restringimos os acessos aos ambientes envolvidos, desabilitamos contas indevidas, reforçamos o monitoramento e preservamos evidências para a investigação. A revisão de permissões e a validação dos controles de segurança permanecem em andamento".

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