O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) instruiu as agências civis federais a remover produtos de inteligência artificial (IA) da DeepSeek de seus sistemas de tecnologia da informação (TI) e a interromper a aquisição de produtos e serviços relacionados. A determinação vale não apenas para os aplicativos da DeepSeek, mas também para suas empresas afiliadas e para produtos de terceiros desenvolvidos com a tecnologia da DeepSeek, ampliando seu alcance nas cadeias de fornecimento de software do governo.
Governo dos EUA proíbe a IA da DeepSeek
O aviso será publicado no Federal Register (registro oficial federal dos EUA) em 20 de outubro de 2026 e identifica a Hangzhou DeepSeek Artificial Intelligence Co., Ltd. como a empresa alvo. Ele estabelece exigências distintas de exclusão em compras e de remoção de tecnologia, tanto para aquisições futuras quanto para produtos já em uso nos ambientes das agências civis.
O DHS emitiu esta ordem com base na Lei de Segurança da Cadeia de Suprimentos de Aquisições Federais de 2018 (FASCSA, na sigla em inglês), citando sua autoridade legal no 41 U.S.C. 1321–1328 (Código dos Estados Unidos) e nas regras de implementação do 41 CFR 201-1 (Código de Regulamentações Federais).
O departamento afirmou que a decisão seguiu a análise de uma recomendação do Federal Acquisition Security Council, junto com evidências de apoio.
As restrições de compra se aplicam a produtos e serviços de tecnologia da informação (TI) desenvolvidos pela DeepSeek e por suas entidades afiliadas, sendo a afiliação determinada de acordo com as regras federais de aquisição, no 48 CFR 2.101. Além disso, a exigência de remoção inclui especificamente produtos e serviços de terceiros desenvolvidos com implementações da DeepSeek.
Essa distinção torna a origem da tecnologia uma questão crítica de conformidade: as agências devem avaliar a tecnologia de IA existente em cada produto, e não confiar apenas no nome do fornecedor ou na marca do aplicativo. Uma interface de terceiros não isenta uma implementação coberta da DeepSeek da exigência de remoção.
Relatórios indicam que o DHS alertou que os modelos da DeepSeek representam “múltiplos vetores de ameaça”, o que sugere que funcionários do governo ou fornecedores que os utilizem poderiam transferir informações sensíveis para a República Popular da China. Essas afirmações refletem a avaliação de risco do departamento, e não a confirmação de que todas as implantações cobertas tenham sofrido roubo de dados.
Para as equipes de segurança, a linguagem ampla da determinação de remoção significa que apenas revisar instalações independentes de chatbots não bastará para cumprir a ordem. O escopo declarado também abrange produtos e serviços de terceiros desenvolvidos com implementações da DeepSeek.
A determinação cria duas responsabilidades paralelas: impedir que a tecnologia coberta entre nos processos de aquisição das agências civis e remover produtos cobertos dos ambientes de TI já existentes. Como resultado, as equipes de compras e de segurança cibernética dividem a responsabilidade de identificar fornecedores, produtos e implementações subjacentes afetados, de acordo com as especificações da ordem.
O DHS publicou o aviso sob o registro DHS-2026-0628 e indicou a FASCSA Order Implementation Team, da Cybersecurity and Infrastructure Security Agency (CISA), como ponto de contato para dúvidas sobre a implementação. O aviso anexa a ordem assinada e a disponibiliza no processo correspondente do Regulations.gov.
A medida atinge a aquisição civil federal e os sistemas de informação do governo, e o aviso publicado não impõe uma proibição geral ao uso da DeepSeek por pessoas físicas. Sua relevância imediata está em incluir explicitamente implementações de terceiros e derivadas nas exigências de remoção de tecnologia do governo.