Connor Riley Moucka se declarou culpado por seu papel em uma campanha de cibercrime que envolveu a invasão de contas na Snowflake (plataforma de armazenamento de dados em nuvem) de 165 organizações.
Pena e audiência
O homem de 26 anos se declarou culpado de fraude de computadores, fraude eletrônica, roubo de identidade agravado e conspiração relacionada, e pode pegar mais de 30 anos de prisão. A sentença está marcada para 27 de outubro.
Prisão e extradição
Ele foi preso no final de 2024 no Canadá e extraditado para os Estados Unidos em julho de 2025.
Modus operandi
De acordo com as autoridades, Moucka (citado em coberturas iniciais como Alexander 'Connor' Moucka) fazia parte de um grupo de cibercriminosos que usou credenciais de login roubadas para acessar dados armazenados por organizações em suas contas na plataforma Snowflake.
Empresas atingidas
A campanha, atribuída a um agente de ameaça rastreado como UNC5537, afetou organizações como AT&T, Advance Auto Parts, Ticketmaster, Santander Bank, Neiman Marcus, Anheuser-Busch, Allstate, Mitsubishi, Progressive e State Farm.
Prejuízos e extorsão
Os hackers roubaram bilhões de registros de dados sensíveis, incluindo informações pessoais e financeiras, e extorquiram as vítimas. O DOJ (Departamento de Justiça dos EUA) afirma que eles receberam US$ 2,5 milhões em pagamentos de resgate.
Além disso, os cibercriminosos venderam os dados roubados em fóruns de hackers, com Moucka obtendo meio milhão de dólares.
O DOJ disse que as empresas-alvo sofreram perdas totalizando mais de US$ 9,5 milhões, o que não inclui os prejuízos de seus clientes — pelo menos 100 milhões de pessoas.
Conexão com outro caso
Um ex-soldado dos EUA que se declarou culpado há cerca de um ano por invadir sistemas da AT&T e da Verizon também teria participado da campanha da Snowflake.