A Legal Aid Agency (LAA, agência de assistência jurídica do Reino Unido) descobriu que registros datados de 1978 foram comprometidos em uma violação de dados ocorrida em abril de 2025.
Em maio do ano passado, a agência ligada ao Ministério da Justiça do Reino Unido afirmou que invasores haviam acessado e extraído informações pessoais de pessoas que solicitaram assistência jurídica, mas não divulgou a extensão total do incidente.
Uma atualização sobre o incidente publicada nesta semana revela que a maior parte dos registros comprometidos se refere a pedidos, solicitações de ressarcimento e pagamentos enviados entre 2007 e 2025.
No entanto, investigadores forenses confirmaram que cerca de 250 mil registros comprometidos são anteriores a 2007.
“A esmagadora maioria deles é da década de 1990 e dos anos 2000, com um número muito pequeno anterior a 1990. O registro mais antigo verificado até agora é de 1978”, diz a atualização.
Os dados comprometidos associados a solicitantes e beneficiários de assistência jurídica podem incluir nomes, endereços, datas de nascimento, números do Seguro Nacional (National Insurance Numbers), códigos postais, números de referência de casos, respostas inseridas no Sistema de Gestão de Clientes e Custos (Client and Cost Management System, CCMS), números de telefone e outros tipos de informação.
Os invasores também extraíram dados de profissionais que atuam na assistência jurídica e interagiram com a LAA, incluindo contratos, cronogramas, localizações de escritórios, detalhes de pagamentos e credenciais de contas de usuário.
Outras pessoas afetadas incluem juízes, solicitors e advocates (categorias de advogados do Reino Unido), outras partes em processos civis com certificado de assistência jurídica e pessoas que administravam pontos de pagamento.
“Nossas capacidades cibernéticas aprimoradas também identificaram que dados relacionados a usuários do serviço de liberdade condicional foram acessados. Os dados extraídos pelos atacantes incluem alguns nomes, datas de nascimento, nacionalidades e números de referência de casos de um número relativamente pequeno de infratores que estavam sendo acompanhados ativamente pelos Serviços de Liberdade Condicional entre 2010 e 2017”, afirma a LAA.
Segundo a agência, a investigação do incidente levou muito tempo porque o ataque envolveu múltiplos sistemas e grandes volumes de informação, a maioria não estruturada, fragmentada ou incompleta.
“Isso tornou a análise dos dados complexa. Por isso, desde o incidente, equipes técnicas e de dados especializadas têm realizado um trabalho extenso para entender quais informações os invasores acessaram e extraíram”, disse a agência.
A LAA também ressaltou que não há evidências de que as informações roubadas tenham sido divulgadas publicamente ou vendidas.