Quase 70% dos usuários prefere antivírus gratuitos

Estudo da O+K Research mostra que 69% dos internautas não pagam por softwares para proteger suas máquinas


Quarta - 09 de Janeiro de 2013 às 09:43

Estudo da O+K Research, encomendado pela Kaspersky Lab, mostra que a maioria dos proprietários de PCs e laptops desejam manter seus dados a salvo, sendo que 95% dos desktops e 92% dos laptops no mundo estão protegidos. Por outro lado, a eficiência da segurança doméstica é uma questão duvidosa. A mesma pesquisa mostra que 69% dos usuários usam software antivírus gratuitos nas máquinas.

"Confiamos que o trabalho árduo de milhares de desenvolvedores e especialistas que trabalham com produtos pagos garantem uma maior eficiência, comparado aos rivais gratuitos. Testes comparativos independentes como o AV-Comparative e o AV-Test.org comprovam nossa convicção. Uma solução de segurança que perde cinco ameaças de uma centena não pode garantir uma proteção confiável", afirma o diretor do time de analistas da Kaspersky Lab na América Latina, Dmitry Bestuzhev.

O especialista diz ainda que a grande diferença entre os produtos pagos são os conjuntos de ferramentas extras para complementar o proteção durante a navegação, com o firewall, filtros antispam e antiphishing e demais módulos além da proteção antimalware básica. "Diariamente, recebemos 200 mil novas amostras de malware e o maior risco são as ameaças de 0-day (dia-zero), que são aquelas que exploram vulnerabilidades desconhecidas", destaca Bestuzhev.

Com relação aos perigos dos ataques de 0-day, poucos internautas estão familiarizados com o assunto, sendo que apenas 11% sabem o que é e acompanham de perto as descobertas de novas vulnerabilidades. Caso você não faça parte deste grupo, explicamos. Ataques 0-day são considerados os mais perigosos, porque significa que crackers estão ativamente explorando vulnerabilidades sem correções.

Ainda segundo a pesquisa, cerca de metade dos entrevistados são afetados diretamente por esse tipo de golpe. "Para mitigar essa ameaça, a Kaspersky mantém uma rede mundial de pesquisadores de ameaças virtuais, o GReAT Team, que se dedica exclusivamente a análise e descoberta de novos golpes e lançou recentemente a linha 2013 do pacote de segurança, que traz uma tecnologia de prevenção automática de Exploits – ataques que exploram vulnerabilidades de sistemas de terceiros, como Java e o Adobe", explica o diretor.

Na América Latina, o GReAT é composto por quatro analistas, que estão alocados na Argentina, Brasil, Equador e México. Especificamente no Brasil, esses esforços resultaram em uma melhora nas detecções. "Há dois anos, os bloqueios por assinatura representavam 55% dos casos e hoje são 62%. Mesmo considerando que alguns antivírus gratuitos tenham um analista no país, as detecções por heurística atuais representam 32%, ou seja, as tecnologias proativas capazes de detectar comportamentos característicos de ações maliciosas somam quase um terço", afirma Bestuzhev.

Quase 70 dos usurios prefere antivrus gratuitos

FONTE

IDGNOW

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