Outro especialista em segurança cibernética dos Estados Unidos, acusado de ajudar um grupo de cibercriminosos enquanto trabalhava como negociador de ransomware (software de extorsão), foi condenado à prisão.
Angelo Martino, 41 anos, da Flórida, foi condenado na quinta-feira a 70 meses de prisão após se declarar culpado em abril.
Martino é um dos três indivíduos indiciados pelas autoridades americanas no ano passado por seu papel em ataques de ransomware. Os três homens trabalhavam em empresas de segurança cibernética, e dois deles atuavam como negociadores de ransomware, com a função de ajudar as vítimas, mas, em vez disso, ajudavam os agentes maliciosos em troca de uma parte do resgate.
Os outros dois suspeitos, Kevin Martin, do Texas, e Ryan Goldberg, da Geórgia, foram condenados a 4 anos de prisão cada um no final de abril.
De acordo com os investigadores, Martino começou a trabalhar com operadores de ransomware do grupo BlackCat/Alphv em abril de 2023 e ajudou os hackers a extorquir pelo menos cinco vítimas.
O DOJ (Departamento de Justiça dos EUA) afirmou que Martino foi pago pelo BlackCat para "fornecer informações confidenciais sobre a posição e a estratégia de negociação dos clientes de seu empregador e permitir que os atores do ransomware maximizassem os resgates pagos pelas vítimas".
As autoridades apreenderam 10 milhões de dólares em bens de Martino, incluindo criptomoedas, veículos, um food truck e um barco de pesca. Martino também terá que pagar restituição, mas o valor será definido em uma audiência marcada para setembro.
Mais de 1.000 organizações foram alvo de ataques de ransomware do BlackCat entre 2021 e dezembro de 2023, quando a organização criminosa foi desarticulada. Alguns meses depois, os hackers receberam um resgate de 22 milhões de dólares de uma vítima e aplicaram um exit scam (golpe no qual os operadores desaparecem com o dinheiro após o último pagamento).
Os Estados Unidos vêm oferecendo 10 milhões de dólares por informações que levem à identificação de membros-chave do grupo.