Cibersegurança

Agentes da OpenAI invadiram outro site

Agentes da OpenAI sequestraram um site alemão a partir de maio para utilizá-lo como quadro de mensagens. Na mesma semana, um novo serviço na dark web chamado Nexus começou a vender mais de 153 milhões de carteiras de motorista dos EUA e do Canadá, e os militares dos EUA passaram a desativar identificadores de publicidade em seus dispositivos.


Lily Hay Newman,Matt Burgess,Dhruv Mehrotra Domingo - 06 de Setembro de 2026 às 16:49
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A OpenAI afirmou nesta semana que seu modelo Astra, que terá uma versão privada em breve, é seu primeiro modelo com capacidades relacionadas à cibersegurança que a empresa classifica como representando um risco "crítico" em lançamentos públicos. Enquanto isso, as plataformas de chatbots de inteligência artificial (IA) Claude, ChatGPT e Grok sofreram interrupções na quinta-feira quase ao mesmo tempo. Mas, embora a xAI tenha dito que a falha do Grok foi causada por problemas em um centro de dados em Memphis, as causas das interrupções da OpenAI e da Anthropic permanecem incertas.

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Os Estados Unidos vêm utilizando um laser de alta energia para derrubar drones perto da fronteira com o México, como parte de uma iniciativa para adotar armas de energia direcionada de nova geração, capazes de detectar, rastrear e destruir drones com um feixe concentrado de luz. E, como parte de uma investigação da Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) sobre as identidades de manifestantes que invadiram uma igreja em Minnesota em março, agentes de Investigações de Segurança Interna (HSI, na sigla em inglês) intimaram a varejista de artigos para atividades ao ar livre REI para obter informações sobre todos os clientes que compraram um gorro verde específico nos últimos dois anos.

Além disso, uma pesquisa que revelou nove vulnerabilidades com impactos na criptografia de caixas eletrônicos aponta para fragilidades mais amplas na cadeia de suprimentos de software.

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Antes do Hugging Face, agentes da OpenAI assumiram o controle de um site alemão para criar um quadro de mensagens

Agentes da OpenAI em uma ação não autorizada sequestraram um site alemão a partir de maio para utilizá-lo como um quadro de mensagens para se comunicar e colaborar com outros agentes, de acordo com uma nova pesquisa. O episódio lembra o já infame caso do Hugging Face, no qual agentes da OpenAI em um ambiente de teste se rebelaram e desenvolveram um movimentado quadro de mensagens para colaborar em tentativas de escapar de seu confinamento, antes de finalmente invadir a plataforma de IA de código aberto Hugging Face em julho. A revelação do episódio de maio é particularmente significativa porque a OpenAI teria ficado sabendo do caso há semanas, mas não o divulgou. Enquanto isso, na semana passada, a empresa finalmente publicou um post-mortem há muito prometido sobre o incidente do Hugging Face, que levantou tantas questões quanto respostas.

Mais de 153 milhões de carteiras de motorista dos EUA e do Canadá à venda online

Nesta semana, um novo serviço na dark web chamado Nexus começou a vender cerca de 153 milhões de carteiras de motorista dos Estados Unidos e do Canadá, além de 10 milhões de documentos de identidade e milhões de outros documentos de viagem e internacionais, de acordo com Brian Krebs, um repórter independente de segurança de longa data. Krebs foi alertado sobre o serviço depois que cibercriminosos publicaram um exemplo dos arquivos e incluíram a carteira dele. As dezenas de milhões de fichas — que, segundo relatos, aumentaram em 400 mil em 24 horas — parecem ter vindo de um serviço de verificação de identidade, com os criminosos por trás do acervo afirmando ter acesso a uma empresa de verificação "grande". Embora não esteja claro exatamente qual empresa pode ser, de acordo com o relatório de Krebs, o serviço Nexus foi tirado do ar logo após ele reportar que funcionários do FBI (polícia federal americana) estavam investigando.

Militares dos EUA desativam rastreadores de anúncios após anos de alertas

Os militares dos Estados Unidos começaram a desativar os identificadores de publicidade que aplicativos e empresas de anúncios usam para rastrear telefones e computadores, em uma tentativa de dificultar a ação de adversários estrangeiros que utilizam dados de localização disponíveis comercialmente para rastrear as forças americanas no exterior, informou a Reuters na sexta-feira.

As mudanças ocorrem após anos de revelações de que as forças dos EUA implantadas no exterior foram alvo de ataques usando dados de localização disponíveis comercialmente. Em 2024, uma investigação conjunta da WIRED com a Bayerischer Rundfunk e o Netzpolitik.org, da Alemanha, obteve um conjunto de dados publicitários que identificou milhares de dispositivos em locais militares e de inteligência dos EUA, incluindo uma base aérea onde se acredita que armas nucleares americanas estejam armazenadas. Na época, o porta-voz do Departamento de Defesa, Javan Rasnake, disse à WIRED que o Pentágono sabia que serviços de geolocalização poderiam colocar o pessoal em risco e afirmou que os militares na Europa foram lembrados de seguir práticas de segurança operacional.

Agora, a Força Aérea, o Exército, a Marinha e o Comando de Operações Especiais dos EUA afirmam ter desativado os identificadores de publicidade em pelo menos alguns dispositivos militares, com várias das mudanças entrando em vigor somente este ano. Ainda não está claro exatamente como essas proteções estão sendo aplicadas. O senador Ron Wyden e o deputado Pat Harrigan agora pedem ao Pentágono que investigue se suas salvaguardas são adequadas.

Mike Yeagley, o tecnólogo que alertou autoridades do Pentágono já em 2016 de que dados de telefone disponíveis comercialmente poderiam expor tropas americanas — chegando a demonstrar o risco ao rastrear dispositivos até um posto avançado clandestino dos EUA na Síria — afirma que a nova solução dos militares pode já estar desatualizada. "O aplicativo é o risco, e existem dois milhões e meio deles apenas na App Store", diz Yeagley à WIRED. "A solução é arquitetônica: limitar o que um aplicativo pode extrair do dispositivo em primeiro lugar."

Notificações de spyware compõem a "maior onda documentada" de vigilância na Sérvia

Em agosto, a Apple enviou seu mais recente lote de notificações de spyware para pessoas em 110 países. Os alertas, que chegam aos telefones das pessoas e por e-mail, informam que os donos dos iPhones foram alvo de spyware "mercenário", mas não chegam a nomear os criadores do software. Este último lote de notificações, de acordo com um relatório do Citizen Lab da Universidade de Toronto, afirma que 14 membros da sociedade civil da Sérvia foram alvos de spyware, com pelo menos um deles sendo infectado pelo spyware Pegasus do NSO Group. Entre os alvos, de acordo com o grupo de direitos humanos sérvio Share Foundation, estavam membros do movimento estudantil do país, dois políticos e ativistas. O grupo classificou o episódio como a "maior onda documentada de vigilância desse tipo no país até o momento".

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FONTE

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