Cibersegurança

Canadense é extraditado para os EUA por invasões de mineração de criptomoedas em supercomputadores universitários

Dois canadenses respondem a processo federal em Nova York sob suspeita de comandar uma campanha de invasões que sequestrou recursos computacionais de universidades americanas para minerar criptomoedas em segredo.


Eduard Kovacs Quarta - 04 de Novembro de 2026 às 18:55
Imagem gerada por IA
Dois canadenses respondem a processo federal em Nova York sob suspeita de comandar uma campanha de invasões que sequestrou recursos computacionais de universidades americanas para minerar criptomoedas em segredo.

Dois canadenses respondem a processo federal em Nova York por supostamente comandarem uma campanha de invasões cibernéticas, ao longo de vários anos, que sequestrou recursos computacionais de universidades americanas para minerar criptomoedas em segredo.

Um grande júri federal indiciou Ryan James Roach, 35, de Saskatchewan, e Mathiew James Stubbings, 41, de Ontário, por conspiração para obter informações e causar danos a computadores protegidos, obtenção de informações de um computador protegido e dano intencional a computadores.

Roach foi extraditado do Canadá em 28 de outubro, enquanto o processo de extradição de Stubbings ainda tramita na Justiça canadense.

De acordo com a acusação, as invasões ocorreram entre junho de 2016 e dezembro de 2019 e comprometeram sistemas de instituições acadêmicas em Nova York, Massachusetts, Carolina do Norte e Tennessee.

Os dois teriam montado uma infraestrutura de servidores privados virtuais (VPS, na sigla em inglês) em vários países, usando identidades falsas para gerenciar a campanha. “Esses servidores transmitiram programas maliciosos e softwares de mineração para computadores das vítimas e armazenaram credenciais de login roubadas”, explicou o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ, na sigla em inglês).

Os atacantes miraram especificamente campi que mantinham supercomputadores e usaram máquinas comprometidas anteriormente como pontos de apoio para ocultar a própria origem.

Documentos judiciais apresentados no Canadá revelaram que o hardware das universidades invadido foi redirecionado para minerar a criptomoeda Electroneum.

“Uma vez dentro de uma rede, Roach e Stubbings usaram técnicas e ferramentas sofisticadas para realizar reconhecimento e ampliar seu acesso dentro da rede”, afirmaram os promotores.

Em caso de condenação, os crimes preveem pena máxima de 10 anos de prisão e multa de US$ 250 mil por cada acusação.

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FONTE

SecurityWeek