A corretora brasileira de criptoativos Mercado Bitcoin comunicou um problema de segurança nesta segunda-feira (2) e, como medida preventiva, interrompeu de forma provisória os saques e depósitos na plataforma.
Questionada pelo g1, a empresa não disse se houve furto de recursos digitais ou qualquer movimentação sem autorização envolvendo ativos.
Em publicação na rede social X, o Mercado Bitcoin relatou que identificou e neutralizou a ocorrência ainda durante a madrugada. De acordo com a companhia, os usuários não sofreram perdas financeiras e não houve vazamento de informações.
A empresa também afirmou que trabalha para retomar as operações “com segurança”, sem informar um prazo para a normalização do serviço.
O episódio ocorre poucos dias depois do ciberataque à Binance, que levou ao desvio de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) da maior corretora de criptomoedas do mundo, na quinta-feira (29).
O FBI (Departamento Federal de Investigação), a polícia federal dos Estados Unidos, atribuiu a autoria do caso à Coreia do Norte. Segundo a agência, a operação foi executada pelo TraderTraitor, grupo de cibercriminosos patrocinado pelo regime norte-coreano.
Considerado o maior roubo da história das criptomoedas, o ataque à Binance durou cerca de 20 minutos.
Até a última atualização divulgada pela corretora, os clientes já haviam retirado US$ 3,64 bilhões (R$ 19,8 bilhões) a mais do que depositaram desde domingo, quando a plataforma reabriu parcialmente os saques.
Criptomoedas: o que são e quais os riscos para quem investe
Trata-se de ativos digitais sem emissão por governos, ao contrário das moedas oficiais, como o real e o dólar. Já as operações são validadas e registradas por meio de tecnologias como o blockchain.
Desde o seu surgimento, o bitcoin é a criptomoeda mais conhecida do mercado. Como os preços desses ativos podem subir ou cair de forma acentuada em curtos intervalos, o risco para o investidor é elevado.