Musk tenta barrar lei contra nudes falsos feitos por IA, mas juiz mantém proibição

Um juiz federal dos Estados Unidos manteve em vigor a primeira legislação americana contra imagens de nudez geradas por inteligência artificial. A xAI, empresa de Elon Musk, tentava suspender a medida enquanto contesta a norma na Justiça.


Redação g1 Domingo - 06 de Setembro de 2026 às 16:55
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Reprodução/X
1 de 1 Interações do Grok com edição de imagem dentro do X

Minnesota seguirá aplicando a legislação estadual que criminaliza a produção de imagens de nudez fabricadas por meio de inteligência artificial. A confirmação veio nesta sexta-feira (4), quando o juiz federal Donovan Frank recusou o pedido da xAI, companhia de Elon Musk, para suspender os efeitos da norma durante a tramitação do processo.

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Em vigor desde 1º de agosto, a legislação proíbe que operadores de sites, desenvolvedores de softwares e demais envolvidos permitam o uso de ferramentas de IA para remover digitalmente a roupa de pessoas identificáveis em fotografias. Trata-se da primeira lei do tipo aprovada nos Estados Unidos.

Para a xAI, a medida representa um cerceamento à liberdade de expressão garantida pela Constituição americana. Já o governo estadual sustenta que o texto foi elaborado com o objetivo específico de frear a circulação de conteúdo sexual gerado por IA sem autorização das vítimas.

Donovan Frank justificou a negativa afirmando que a empresa não apresentou evidências concretas de que sofreria danos irreparáveis caso tivesse de cumprir a determinação provisoriamente.

Segundo o magistrado, as questões constitucionais levantadas pelos envolvidos são delicadas, sobretudo por envolverem uma tecnologia recente e os perigos que ela oferece à população. Esses pontos, acrescentou, serão aprofundados ao longo da ação.

A xAI e o escritório do procurador-geral de Minnesota não se manifestaram de imediato sobre a decisão.

Briga judicial continua

A xAI acionou a Justiça contra o estado alegando que a nova legislação fere a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, ao limitar uma modalidade de expressão protegida.

Ainda em julho, Frank já havia negado outro pedido de Musk para travar a entrada em vigor da lei, mas aceitou dar prioridade à análise do caso.

Casos envolvendo o Grok

O chatbot Grok, criado pela xAI, acumula críticas por ter gerado conteúdo sexualmente explícito. Autoridades reguladoras passaram a exigir mecanismos de proteção mais rígidos e a impor restrições para tentar conter a propagação de material ilegal produzido de forma artificial.

A própria xAI passou aprocessar usuários que, de acordo com a empresa, estariam driblando os filtros de segurança do Grok para fabricar imagens sexuais de terceiros sem consentimento.

*Com informações da Reuters

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