Redes sociais

Meta começa a testar substituto da checagem de fatos na América Latina

A Meta anunciou nesta quarta-feira (9) o início dos testes das Notas da Comunidade em 16 nações hispano-americanas. A ferramenta substitui o programa de checagem de fatos por modelo colaborativo inspirado na rede X, de Elon Musk.


France Presse Quinta - 10 de Setembro de 2026 às 13:41
G1 Tecnologia
Jornal Nacional/ Reprodução
1 de 1 Meta inicia testes de um sistema de verificação de informações realizado pela comunidade

A Meta anunciou, nesta quarta-feira (9), a fase experimental das Notas da Comunidade em 16 nações hispano-americanas. A medida integra a estratégia da companhia de substituir o programa de checagem de fatos mantido em parceria com organizações e veículos especializados.

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O novo formato é inspirado na rede social X, do bilionário Elon Musk, e adota o princípio de curadoria colaborativa, no qual os próprios usuários contribuem para contextualizar conteúdos duvidosos. A Meta já tinha desativado o programa de verificação nos Estados Unidos ao longo do ano passado.

Entenda como operam as Notas da Comunidade

As Notas da Comunidade funcionam como um instrumento de moderação coletiva. Quando acionadas, elas surgem anexadas a publicações que possam conter informações imprecisas ou potencialmente enganosas.

A plataforma X, antigo Twitter, foi pioneira na adoção desse formato, em 2021. A ferramenta foi ampliada em 2022, depois que o bilionário Elon Musk adquiriu a rede e a rebatizou como X.

Para redigir uma nota, o usuário precisa se cadastrar previamente como voluntário. O texto é escrito pelos próprios colaboradores e não recebe edição das equipes da empresa.

Na sequência, outros integrantes da rede analisam a utilidade da anotação, considerando quesitos como a procedência das fontes citadas e a nitidez da argumentação.

"Outros usuários avaliam se a nota é útil ou não, com base em critérios como a pertinência das fontes e a clareza das informações", explicou à AFP (Agência France-Presse) Lionel Kaplan, presidente da Dicenda, agência especializada em criação de conteúdo para redes sociais.

Conforme a página oficial do X, as avaliações "levam em conta não apenas o número de colaboradores que classificaram uma publicação como útil ou inútil, mas também se as pessoas que a avaliaram parecem pertencer a diferentes esferas".

O princípio guarda semelhança com a lógica adotada pela Wikipédia, enciclopédia colaborativa mantida pelos próprios usuários. "Nós nos baseamos nos usuários mais ativos de uma rede social ou plataforma para aumentar a qualidade dos conteúdos", acrescentou Kaplan.

A Meta, que promete adotar sistema semelhante ao do X, avalia a nova ferramenta como "menos parcial" do que o fact-checking tradicional.

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