Telecomunicações

Anatel vai exigir prova de vida para validar linhas de celular; veja como vai funcionar

A Anatel exigirá reconhecimento facial para cadastrar e manter linhas de celular ativas, com prazos escalonados entre 2027 e 2028 para adequação.


Redação g1 — São Paulo Quarta - 28 de Outubro de 2026 às 21:58
Imagem gerada por IA
A Anatel exigirá reconhecimento facial para cadastrar e manter linhas de celular ativas, com prazos escalonados entre 2027 e 2028 para adequação.
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2 de 2 Ligações automáticas indesejadas, chamadas de "robocalls"

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu que o cadastro e a manutenção de linhas de celular passarão a depender de reconhecimento facial. Pelo novo modelo, quem quiser registrar um número ou mantê-lo ativo precisará se submeter à checagem biométrica, informou a agência nesta quarta-feira (28).

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2 de 2 Ligações automáticas indesejadas, chamadas de "robocalls"

Segundo comunicado oficial, a iniciativa funciona como uma espécie de prova de vida digital. A intenção é reforçar a proteção dos consumidores e tornar mais difícil abrir números com informações inventadas ou pertencentes a outras pessoas.

Prazos para adequação

As operadoras têm até dezembro de 2028 para refazer o cadastro de toda a base de usuários. A partir de 2029, os números que não estiverem regularizados poderão ser suspensos e, em seguida, cancelados.

A implementação deverá ocorrer de forma gradual, conforme a situação de cada usuário. Confira as datas definidas pela agência:

  • 30 de setembro de 2027: prazo para começar a validar novas linhas pré-pagas;
  • 31 de dezembro de 2027: prazo para começar a validar novas linhas pós-pagas, além de casos de portabilidade, troca de chip e alterações cadastrais ou contratuais solicitadas pelo cliente;
  • 31 de dezembro de 2028: prazo final para recadastrar os demais usuários que ainda não foram validados.

Como será a checagem

O reconhecimento facial será exigido de pessoas físicas e de microempreendedores individuais (MEIs). Nesse processo, as imagens captadas serão cruzadas com registros existentes em bases de dados públicas ou privadas.

Caso a biometria facial não esteja disponível em determinado momento, as empresas poderão recorrer a outros métodos de validação.

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